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(Grécia) Eldorado Gold: À merda!

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Texto da coletividade anarquista “Anarquistas pela liberação social” (AKA), publicado na sua página web.

A ameaça da empresa de extração de ouro pelo governo que, não recebendo uma resposta positiva até ao próximo mês de março, parará o seu funcionamento em Calcídica, leva a vários temas para debater e refletir. Também leva a uma conclusão fixa. Os meios de desinformação massivos começam a publicar os primeiros “super dramas” sobre os postos de trabalho que se vão perder. Se o partido governamental Syriza não assume uma posição fixa sobre este tema (independentemente das suas promessas eleitorais), todos os demais partidos estão a favor do funcionamento das minas. Só uma pequena parte da esquerda extraparlamentar tem opinião diferente sobre o tema (1). Como anarquistas estamos contra esta “inversão” desastrosa.
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(Artigo) Grécia: Por um olhar anarquista dos fatos

Durante o ano de 2014 tivemos a oportunidade de trocar ideias sobre conjuntura política com uma companheira militante anarquista da Grécia, então de passagem pelas Américas. Dizia-nos ela que naquele país não havia forma possível para que anarquistas e comunistas viessem a desenvolverem ações em comum. Quando há marchas contra medidas de austeridade ou com qualquer outra pauta social formam-se diversas jornadas diferentes, os comunistas vão às ruas com suas bandeiras e demandas, reunidas em torno de suas organizações estudantis, trabalhistas ou partidos políticos. Em horários diferentes vão os anarquistas em manifestações construídas a partir de seus mecanismos deliberativos de estrutura assemblearia distribuída por alguns bairros de Atenas. Dizia ela que eles não se misturam… Alguns podem considerar uma postura sectária. Não pensamos deste modo. Parece-nos coerente com as posturas que defendem ambas as partes… Para os gregos não há mais tempo a perder com devaneios e a rua comporta à todos.

Quanto ao movimento anarquista grego, a companheira pintava um quadro bastante vivo e vibrante apesar da conjuntura de crise que assola o país há mais de uma década. Disseminado por toda a Grécia com ações que apontam para autogestão da produção, revitalização de estruturas produtivas abandonadas ou falidas e a descentralização política feita a partir das assembleias de bairro, o movimento anarquista nos parecia bastante avançado em articulações entre as diversas organizações e tendências. Há cooperativas modestas que funcionam na base do sangue, suor e lágrimas, há iniciativas de autogestão de fábricas abandonadas, centros de cultura social e ateneus, enfim, espaços libertários de sociabilidade que obviamente se fazem públicos e dialogam abertamente com qualquer um interessado em participar de suas atividades ou articular com os diversos grupos libertários atuantes no interior destes espaços.

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Como sabemos, em quadros de crise econômica, os capitais são os primeiros a se retirarem do cenário deixando a imagem da devastação, do desemprego e do abandono dos espaços outrora produtivos. Se os capitais se retiram para outros países mais atrativos, não podemos dizer o mesmo das pessoas. Elas têm necessidades básicas como alimentar-se, vestir-se, trabalhar e o desejo sempre ardente de uma vida digna, onde a felicidade é uma condição possível.

Neste cenário devastado, onde a repressão política, consolidação de organizações de cunho fascista e até o suicídio assustadoramente fazem parte do cotidiano dos cidadãos gregos, é que os anarquistas encontram terreno para construir ações libertárias de apoio mútuo e solidariedade, reforçando os laços de sociabilidade e cidadania entre os indivíduos, tocam-se importantes debates e, sobretudo, põe-se em prática conceitos que fora dos contextos de crise, infelizmente, nos parecem apenas palavras soltas contidas em alguma teoria escrita em tempos passados.

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Vemos agora as imagens de grandes manifestações e confrontos do povo grego contra o Estado, a traição anunciada pelo uso político do recente referendo que rejeitou qualquer possibilidade de acordo com a Europa, seus bancos, pacotes de “ajuda”, empréstimos e juros. Vemos que, como sempre, são os anarquistas os acusados pela crise grega, são eles os inimigos apontados a serem combatidos através de um discurso construído e disseminado pela grande mídia. A canção é antiga e já foi executada em muitas línguas, inclusive em português.

É aqui que enviamos toda a nossa solidariedade ao povo grego, aos anarquistas e todos que não desejam salvar os bancos, que não desejam um novo pacote enviado pela zona do euro, um novo referendo, uma nova traição. Todos os que desejam que as próprias pessoas juntas criem as formas de salvar a si mesmas. A todos os gregos que lutam acreditando que a solução não virá da zona do Euro, mas do interior dos bairros, dos campos, das fábricas e cooperativas, da ação direta e da descentralização política. A todos que sabem que é preciso virar as costas para a política da UE e do próprio Estado grego, verdadeiros responsáveis pela crise humana que abate a Grécia. Nossa saudação e solidariedade a todos que se empenham hoje em construir dos escombros deixadas pelo capitalismo uma via possível para o resgate da dignidade do povo grego sem esperar que a solução caia dos céus ou das mesas de negociação dos políticos profissionais e banqueiros europeus.

Saudações aos que lutam!

Rede de Informações Anarquistas – R.I.A
“Debaixo para cima, Ria você também!”

(Grécia) Por que eu vou votar “não” no plebiscito grego de Domingo

Em sua essência, a questão de domingo é uma de dignidade e sobre nossas vidas a partir desse momento.

Por Antonis Vradis

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Marcha pelo “não” em Atenas

O plebiscito de domingo não é sobre um detalhe fiscal ou outro, um acordo ruim ou outro menos pior. Na sua essência, a questão de domingo é sobre dignidade e sobre nossas vidas a partir desse momento.

É sobre a dignidade para acabar com as gangues de colarinho branco que fizeram com que a até então desprezível face do poder político parecesse bem intencionado e inocente. E é sobre uma questão de saber se nós (enquanto indivíduos, não essa ideia estranha de “povo”: mais sobre isso daqui a um momento) queremos continuar vivendo uma vida de incertezas excruciantes, ultimatos e emergências intermináveis, de humilhação e tristeza.

É uma questão que aqueles entre nós sortudos os suficientes para chegarem nas urnas terão que responder por aqueles que não conseguiram chegar. É por isso que eu, se o plebiscito for adiante, vou votar pela primeira vez na minha vida. Eu vou votar pelos meus amigos e familiares afugentados e a que foi negada a capacidade de viver aqui. Eu vou votar por um amigo querido que decidiu, nas horas mais escuras da crise, que a sua vida não valia ser vivida. Vou votar na esperança que assim ajudarei a fazer com que as vidas da gangue do mercado se tornem verdadeiramente inviáveis.

Como um anarquista, não tenho nenhuma fé no sistema de representação eleitoral, nem tenho vontade de entregar minhas demandas políticas para qualquer líder, por qualquer período de tempo. Mas isso não é o que esse plebiscito irá fazer. Seja ele um plano bem orquestrado pelo Syriza para fazer as pessoas engolirem o remédio da austeridade, o seu blefe já foi lançado. Com certeza, o voto “não” no domingo não irá garantir que mais um outro programa de austeridade não se siga a esse. Mas nós iremos lidar com isso se e quando tal programa chegar. E com certeza, ao votar “não” nós não temos nenhuma ideia para o que nós estamos votando “sim”.

Mas eu tenho uma ideia bem clara para quem o meu “não” se dirige. Esse “não” vai para o mercado, essa força onipresente que nós permitimos permear mesmo os nossos espaços mais íntimos, mesmo os mais internos, as fundações basilares de nossa existência. Vai para a escória parasitária em ternos e gravatas, os padres da ortodoxia bancária e sua pomposa e arrogante crença de que eles podem se manter comandando o show para sempre.

Não, vocês não podem. O voto vai para aqueles que estão alimentando o nacionalismo na Europa, vai contra a invocação do Syriza de um “povo” grego. Existe tal coisa como o “povo”? Claro que não; eu não tenho nenhuma ideia do que essa ideia significa. Onde se encontra qualquer comunalidade? Na língua que nós falamos? Nos espaços que nós habitamos? Nossos interesses são de alguma forma compatíveis, ou ao menos comuns, com a escória parasitária sugando o sangue para fora de nossas próprias vidas?

A esquerda nesses cantos, e no continente como um todo, será historicamente responsável por colocar essa ideia para frente, por alimentar nacionalismos, por ajudar a formar um ambiente onde em que a mais a mais desprezível das ideologias da extrema-direita pode prosperar. Nossas comunalidades não estão na língua, nossos laços não dependem de nossas proximidades físicas.

Há não muito tempo atrás nós conseguimos desenvolver um movimento anti-capitalista nesse continente baseado na seguinte compreensão: nós estamos no caminho de criar uma consciência política da Europa como um espaço comum. Esse “não” é uma homenagem ao nosso legado comum anti-capitalista e anti-autoritário, legado este que foi esmagado nesse cenário de emergência permanente e governo mercantil.

Agora é quando nós começamos a reimaginar nossas comunalidades e interesses trans-fronteiriços, agora é quando nós expomos nossos inimigos dentro e fora das fronteiras por aquilo que são, agora é quando nós trazemos para baixo a fachada do mercado e da unidade nacional. E tudo começa com esse “não”.

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Manifestante queima bandeira da União Européia em marcha pelo “não”

Texto originalmente publicado em inglês no portal Open Democracy e repassado pelo ativista Antonis Vradis para tradução e publicação na Rede de Informações Anarquistas.

Versão em inglês:

Sunday’s referendum vote is not about one fiscal detail or another, a bad agreement or one that is less so. In its essence, Sunday’s question is about dignity and our lives from this point on.

It is about the dignity to do away with the criminal gang-in-suits that has made even the otherwise despicable face of political power appear well-intended and innocent. And it is a question of whether we (as individuals, not as this weird idea of “a people”: more on this in a second) want to continue living a life of excruciating uncertainty, never-ending ultimatums and emergencies, of humiliation and sorrow.

It is a question those of us lucky enough to have made it to the ballot box will have to answer for those who didn’t make it. This is why, should the referendum go ahead, I will be casting a vote, for the first time in my life. I will be voting for my friends and family chased away and denied the capacity to live over here. I will be voting for my dear friend who decided, in the darkest hours of the crisis, that his was a life not worth living. I will be voting in the hope that doing so will help make the lives of the criminal market gang truly unlivable.

As an anarchist, I have no faith in the system of electoral representation, nor do I have the will to surrender my political demands to any leader, for any amount of time. But this is not what this referendum will do. Should this be a well-orchestrated plan on the side of Syriza to let people swallow the austerity medicine, their bluff is already called. Sure enough, a ‘no’ vote on Sunday doesn’t guarantee that yet another austerity programme won’t follow. But we’ll deal with that if and when it comes. And sure, in voting ‘no’ we have no idea what we are actually voting ‘yes’ to.

But I have a pretty good idea who my ‘no’ will go out to. This ‘no’ will go out to the market, this ubiquitous force we have allowed to permeate even the most intimate of our spaces, even the innermost, the core foundations of our existence. It will go out to the parasite scum in suits and ties, the priests of the banking orthodoxy and their pompous, arrogant belief that they can keep running the show, for ever.

No, you can’t. It will go out to those fueling nationalism in Europe, it will go out against Syriza’s invocation of a Greek “people”. Is there such a thing as a “people”? Of course not; I am not sure what the idea even means. Where does any such commonality lie? Is it in the language that we speak? In the spaces that we inhabit? Are our interests in any way compatible, let alone common, with the parasitic scum sucking the blood out of our very lives?

The Left on these shores, and in the continent as a whole, will be historically liable for putting this idea forward, for fueling nationalisms, for helping form an environment in which the most despicable of far-right ideologies can thrive. Our commonalities do not lie in language, our bonds do not depend upon our physical proximities.

Not too many years ago, we succeeded in developing an anti-capitalist movement on this continent based on this understanding: we were on course in creating a political consciousness of Europe as a common space. This ‘no’ is a homage to our common anti-capitalist, anti-authoritarian legacy, one that was crushed in this landscape of permanent emergency and market rule.

This is when we start re-imagining our cross-border commonalities and interests, this is when we expose our enemies within and beyond borders for what they are, this is when we bring down the facade of the market and national unity. And it all starts with this ‘no’.

ENTRE-ESPAÇOS

Por Antonis Vradis | Tradução colaborativa pela Rede de Informações Anarquistas

Se existisse um único dispositivo o qual poderia simbolizar nosso estado como sujeito histórico durante esses tempos de crise, este seria um pêndulo. A sensação é de que aparentemente há um eterno sentido de movimento entre um momento histórico e outro, sempre oscilando à beira da catástrofe, de uma revolta, logo que começamos a sair do estado anterior. Encontramo-nos suspensos em meio a alternância dos picos históricos. Vavel, uma velha e querida revista de quadrinhos grega1, se descrevia como um ótimo acompanhamento para seus leitores “para passar agradavelmente seu tempo entre uma catástrofe e a seguinte.” De novo, o sentimento enquanto nós experimentamos o desenrolar dos acontecimentos nos territórios gregos tem sido exatamente assim. Nossa existência cotidiana parece como um mero parêntese para os eventos cataclísmicos que sempre seguem ou procedem o presente, um tempo sempre fugaz que reside entre-espaços.

Em breve, no 25 de janeiro, a Grécia será palco para mais um momento como esse, onde irá testemunhar a ascensão de um partido de esquerda, Syriza, ao poder – um fato inédito. Há aqueles, e aqui me incluo, que duvidam que a mudança social e histórica pode ser desencadeada por um processo parlamentar. Se assim for, e se não houver nenhum caminho aparente para processos parlamentares tradicionais acelerarem o tempo histórico ou até mesmo criar as tão almejadas rupturas dentro de si próprio, qual a razão de existir qualquer tipo de engajamento com o resultado dessas eleições? A resposta, eu creio, não reside na aceleração histórica, mas no efeito oposto que a ascensão ao poder do Syriza pode acarretar.

Há muitos na esquerda (e além dela) que temem que o Syriza suavizou a sua retórica mesmo antes de chegar ao poder; seu programa financeiro lembra mais um keynesianismo tradicional2 do que um marxismo radical, algo que a direita teme e muitos na esquerda desejam. Essa “racionalização” e esse recuo são sinais significativos do que podemos aguardar. Afinal, se existe mesmo um caminho para o plexo de poderes financeiros e políticos para re-legitimar a si próprios e para assegurar seu reinado na Grécia, residiria justamente em uma força política que é tão conciliatória quanto sensível, socialmente legítima como é fiscalmente responsável, para que possa gentilmente orientar o capitalismo para fora de sua crise. Deixe que seja assim. Afinal de contas, dificilmente pode-se argumentar que movimentos mais amplos de antagonismo social, as comunidades políticas populares em ativa na Grécia, não tiveram a oportunidade de lutar contra o complexo autoritário-financeiro3 que vigora no país nesses tempos de crise. Considerável como era, essa luta ao mesmo tempo evidenciou nossas próprias limitações quando se trata de agir sob o fardo desse tempo histórico em constante mudança, espremido entre os impactos dos eventos que nós testemunhamos. E assim, temos aqui uma proposição aparentemente estranha para a inevitável vitória do Syriza, e para a aparente normalização do partido, a governança da sociedade e da economia grega, ambas profundamente entrincheiradas nessa crise. Esse estado de ser normalizado equivale a nada mais do que uma desaceleração do tempo histórico, um tão necessário tempo em que possamos parar para respirar em meio dessa catastrófica sequência de eventos. Se assim for, então comunidades sociais e políticas populares na Grécia estão sendo confrontadas com uma oportunidade única para pressionar por uma mudança de paradigma. Ao invés de oscilar nos entre-espaços da história, esse governo normalizado pode permitir a abertura de certos espaços – os quais eu posso pensar em pelo menos três.

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Sede do Syriza ocupada por militantes anarquistas

Primeiro: espaços de dignidade e sobrevivência. A demanda por uma sobrevivência decente (até mesmo a sobrevivência como um todo4) na forma de salários mínimos ou o reestabelecimento de direitos trabalhistas elementares não é pouca coisa. Tal ponto é também imperativo para o Syriza se o partido pretende ter qualquer sorte em estabilizar sua posição de poder em um corpo social que se transformou, em sua maior parte, cada vez mais reacionário e apático durante a crise.

Segundo: espaços de ruptura no complexo autoritário. Syriza prometeu a abolição das tão odiadas unidades policiais incluindo a polícia de ordem público MAT e a unidade de motocicleta DELTA, além do desarmamento de todas as unidades policiais que entram em contato físico com manifestantes. Contudo, no último 14 de janeiro, o líder do Syriza apareceu para renegar essa promessa no twitter oficial5 – pelo menos a parte relativa à abolição da polícia de motocicleta. No entanto, ele não deve de modo algum ser autorizado a fazer tal ato. É inimaginável para um governo de esquerda ter essas gangues uniformizadas de extrema-direita a seu serviço. É inimaginável para esse partido operar centros de detenção para migrantes, prisões de segurança máxima introduzidas principalmente para os presos políticos do país ou o muro de segurança na fronteira nordeste do país. Em suma, o Syriza deve ser pressionado para abrir um espaço que tenda a desmontagem do aparato estatal como o conhecemos até agora.

Terceiro e o mais importante de todos: espaços para a construção de estruturas para além desse aparato. De cozinhas comunitárias e clínicas solidárias para espaços públicos auto-organizados, projetos vitais já estão sendo construídos, esforçando-se para existir através e além dessa abrangente rede de austeridade fiscal e controle autoritário. Nesses atos pós-ditatoriais de consenso social, a soberania na Grécia previu a permissão de um certo tipo de contrato espacial6, um violento equilíbrio através do qual:

um certo nível de agitação social e instabilidade tornou-se possível dentro do distrito ateninense de Exarcheia sob um entendimento mútuo porém mudo que tal inquietação dificilmente iria disseminar-se para outras partes da cidade ou para o território nacional como um todo.

Enquanto mantiver o poder, o maior serviço que um governo Syriza pode oferecer seria agilizar a formação de um novo contrato social: um contrato não mais baseado nas rígidas fronteiras geográficas de um bairro e na violência nele contida, mas, ao invés disso, na formação de entre-espaços. Espaços de sobrevivência e de abertura política, espaços nos quais as pessoas no território grego podem começar a construir uma sociedade que é, no longo prazo, tanto pós-austeridade quanto pós-autoritária.


Antonis Vradis é militante anarquista e pesquisador júnior no Departamento de Geografia na Universidade de Durham. Ele é um dos coautores do livro Revolt and crisis in Greece: between a present yet to pass and a future still to come (AKPress, 2011).

Texto original na revista Society & Space.


Notas de pé de página:

1Link da revista: http://sangay.gr/.

3Sobre o complexo autoritário-financeiro, ver o filme O Futuro Suspenso, Atenas a partir do espetáculo olímpico para o despontar do complexo autoritário-financeiro, disponível em inglês em: https://vimeo.com/86682631.

4Sobre o aumento nos níveis de suicídio em meio à crise grega, ver: http://www.economist.com/blogs/erasmus/2013/10/greece-and-suicide.

6Referência: Encerrando o contrato espacial, por Antonis Vradis, disponível em http://societyandspace.com/material/commentaries/terminating-the-spatial-contract-by-antonis-vradis/.