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Caravana 43 por Sudamerica de Ayotzinapa para a América do Sul

Há mais de 7 meses do desaparecimento de 43 estudantes normalistas de Ayotzinapa, México, uma caravana internacional de solidariedade está sendo articulada. Na América do Sul diversos eventos para arrecadar fundos para a vinda de familiares desses 43 estudantes foram e estão sendo organizados, cuja intenção é percorrer Brasil, Argentina e Uruguai em uma caravana de difusão e solidariedade com o caso do brutal ataque do Estado Mexicano que levou ao desaparecimento desses jovens, além de deixar ao menos 3 mortos e dezenas de pessoas feridas em setembro de 2014.

Segundo o comunicado, “alguns parentes dos 43 estudantes desaparecidos em Ayotzinapa, México, nos visitarão em una Caravana por Sul-América para continuar espalhando seu grito. A luta deles, acompanhada pela solidariedade nacional e internacional, tem se transformado num símbolo e seus 43 filhos, em semente da resistência e dignidade. Queremos nos encontrar para que nos possam contar face a face, sua rabia e sua rebeldia, para demandar justiça junto a eles ao sistema político mexicano de morte e destruição. Eles floresceram junto aos outros milhares de assassinados e desaparecidos na América Latina e o grito pela vida e a dignidade se cresce no Sul: Vivos se los llevaron, vivos los queremos!”

Ontem (15 de maio) na Conferência de Imprensa se anunciou o começo da Caravana 43 por Sudamerica. A Caravana percorrerá Argentina (Córdoba, Rosario, Buenos Aires), Uruguai (Montevideo) e Brasil (Porto Alegre, São Paulo, finalizando no Rio de Janeiro).

“Nosotros hemos caminado muchísimo y vamos a caminar más para localizar a los 43 pero no solo a ellos sino también a los más de 30 mil desparecidos. Por las más de 30 mil familias que sufren por un desaparecido”, disse Mario González delegado da Caravana 43 por Sudamerica e pai de César Manuel González Hernández, um dos 43 normalistas desaparecidos.

Abaixo segue a programação contendo alguns eventos de apoio e arrecadação que irão ocorrer em algumas das cidades citadas. Para mais informações e atualizações, acompanhem diretamente no site da Caravana 43 por Sudamerica.


PRÓXIMOS EVENTOS NO RIO DE JANEIRO E CÓRDOBA

16 de Maio | Sábado | Rio de Janeiro | Festival Latino por Ayotzinapa

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18 de Maio | Segunda-feira | Córdoba | Córdoba por Ayotzinapa

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20 de Maio | Quarta-feira | Rio de Janeiro | Ayotzinapa no CEFET Maracanã

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2 de Junho | Terça-feira | Niterói (Estado do Rio de Janeiro) | Fórum Crise, Lutas Sociais e Violëncia de Estado

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Um retrato da gentrificação

Por Rachel Gepp

Depois da entrada das UPP na Babilônia, favela situada no Leme, os moradores começaram a viver um processo acelerado de urbanização e a escutar com frequência sobre a tal gentrificação, mas sem entenderem bem o que é isso.

Gentrificação é a valorização de uma região, através do aumento do custo de vida, afetando as pessoas de baixa renda e dificultando a sua permanência.

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Moro no alto do morro da Babilônia, na Vila do Sossego, uma área que ainda tem casas originais do início da ocupação que deu origem à favela. Agora estão chamando aqui de Alto Leme. E essa arquitetura contemporânea em meio à casas de alvenaria, que chama atenção, são meus novos vizinhos!

Mas essa casa não estava aqui antes da “pacificação” e nem estaria. A UPP está justamento ocupando as favelas da zona sul para garantir os melhores espaços da cidade para as pessoas de classe social mais elevada.

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Quando a UPP entrou os moradores ficaram proibidos de construir. Mas essa casa não foi impedida de ser erguida, o que levou os moradores a reivindicarem o direito de seguir construindo. Essa casa é uma ilustração perfeita da gentrificação. Da reestruturação pretendida para os espaços urbanos, substituindo antigas residências e enobrecendo bairros populares.

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Esse é o caráter excludente e desigual da urbanização das favelas, que alimenta a militarização e já está criando uma grande pressão nos moradores devido ao controle da vida social, o aumento dos custos e a invasão de turistas que estão a disputar o espaço com os moradores.

Como resistir à barbárie desta forma social? Que futuro terão os pobres urbanos lutando por moradia, sujeitos à especulação capitalista e sob violência do Estado?

 

Ato/Debate contra a criminalização dos Movimentos Sindical e Social no Rio de Janeiro

Ato/Debate contra a criminalização dos Movimentos Sindical e Social.
Ato/Debate contra a criminalização dos Movimentos Sindical e Social.

O ato-debate realizado na noite do dia 21 de outubro de 2014 no auditório do Sindicato dos Petroleiros no Rio de Janeiro contou com os seguintes sindicatos: Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação – SEPE, Sindicato dos Jornalistas, Sindicato dos Servidores do Colégio Pedro II – SINDSCOPE, Sindicato dos Petroleiros – SINDIPETRO, Sindicato dos Servidores Previdenciários SINDSPREV e mais OAB/Direitos Humanos.

Sindicatos combativos com história de lutas no Rio de Janeiro reunidos para debater sobre a criminalização do Movimento Sindical e Social em pleno 2014. Os relatos apresentados nessa noite foram no sentido de que o problema da criminalização dos movimentos sindicais tinham um denominador comum que é a sua atuação e apoio aos Movimentos sociais e populares nas Jornadas de Junho, Movimentos de base em favelas, comunidades e etc.

Advogado da OAB fez um balanço geral na visão jurídica sobre o processo de criminalização dos movimentos sindicais e sociais.

Delegado do Sindicato dos Jornalistas falou sobre como o Estado criminaliza o sindicato e a atuação dos profissionais, as suas condições de trabalho e impedimentos de exercer seu trabalho de forma democrática pautado no seu código de ética.

Delegado do SEPE falou sobre as duas últimas greves onde lutavam pelo plano de carreira, greve onde Estado e Município estavam juntos. Durante a greve foi votado de portas fechadas na Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro em meio de bombas do lado de fora o Plano de Carreira que em nada contemplava a categoria.

Delegado do SINDSPREV manifestou-se da criminalização da pobreza, do genocídio da população negra e pobre das favelas.

Delegado do SINDSCOPE falando do processo do ministério que os associa com black blocks e anarquistas criminalizando ambos os movimentos e o sindicato, que agora está sendo retirado pela Reitoria das instalações do colégio e terá de conseguir nova sede.

O SINDIPETRO levantou a fala sobre as formas de repressão do estado; Repressão direta (na porrada) e a repressão simbólica (midiática), também relataram e reafirmaram que a solidariedade dos sindicatos aos Movimentos Sociais faz com que o Estado criminalize a sua luta.

 Ato/Debate contra a criminalização dos Movimentos Sindical e Social - Rio de Janeiro

Ato/Debate contra a criminalização dos Movimentos Sindical e Social – Rio de Janeiro